quarta-feira, 20 de julho de 2011

Caminho

Vou assim roubando pedaços
Deixando coisas ao redor das minhas pegadas
Relacionando o ontem, onde o hoje seria melhor

Perco em um olhar a inocência
Travo brigas com seus mesquinhos sentidos
Vou assim ,refazendo os pedaços

Deixando tantos outros, 
Muitas estrelas, virtudes, amores
Drogas, invejas e mentiras

Caminho mesmo sabendo que serei feliz
Relutando pelas inspirações
que um dia deixarei a cegueira

Perfurando a destino
Arrancando questionamentos
E deixando poucas respostas

Seguindo
Voando
Sempre no mesmo lugar

terça-feira, 12 de julho de 2011

Menino cabeçudo


menino estranho
da cabeça grande, nariz estranho, cabeça grande e chata
da bermuda rasgada, das palavras obscenas
menino chato, passou a cerca

ficou preso, no chocolate amargo
cortou-se sem mesmo querer
somete o doce foi buscar
a menino malino

pensou depois de adoçado e amargado
"retalho o papai e mamãe, machuco eles também"
menino de onde pensas assim?
sem camisa não pode responder

menino precisa de camisa para entender
o sentido do retalho de papai e mamãe
diante deles menino teme, os respeita
os ama com um coração grato e apaixonado

depois de amargado e adoçado encontrou a vovó
a vovó destrambelhada que sempre andava pelas bandas
lá pelos currais dos inevitáveis e doces amigos
no roteiro de quem não tinha caminho para onde ir

vovó não o denunciava mas o amava
ele a amava, mas vovó viu amargo e doce no menino cabeçudo
vovó olhou e lambeu um pouco do doce
com seu chalé de palha tentou desamargar o menino

todos amados do menino malino
mamãe, papai e vovó
mas vovó lambe o doce, retira o amargo
vovó vive lá no caminho dos sem destino

isso pesa na cabeça chata do menino do nariz grande
porém ele e feliz, mamãe e papai amam
vovó ama e compreende sempre
acompanha o doce, ajuda no amargo assim como papai
como mamãe também, mas vovó esta no caminho
dos sem caminho

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Poste da avó

Vou publicar ali no poste
Com uma flecha no olho
Os fatores determinantes do tédio

Chefia de mortos vivos

Prefiro não publicar na escada
E preciso descer de elevador
Suportando a dor
Da decisão de permanecer

Vamos destruir os postes da carroceria
Cavalo amigo, forçado
Convidamos você
Mesmo sem flecha no olho
Esse argueiro pode ter mais força junto ao poste

Luz cobrada dos todos viventes e cidadões
Parafernália que nos mantém andando na noite
Poste que reflete essa conjunção
Desconjunta meus tornozelos

Encontro às 19 horas, em frente a casa da avó
Doces, balas é pudim de graça

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Construção do sonho

A evolução dos sentidos
Na complexidade do dia de poucos
No inferninho armado pela realidade

No buraco faceado pela tristeza
Na realeza que posso ainda buscar
Nessa angústia constante

Parece masoquismo
E a realidade
Destes sofredores pela aparência
Mesmo que sem verdade nenhuma
Poucas palavras

Segue assim
Morre assim
Todos os dias a realidade

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Repouso

Esse pequeno momento me faz ver
Uma grande coisa
A galáxia que criei ao meu redor
Nos poucos momentos que pensei
Nas retóricas automáticas que tive

Neste pouco espaço,
Grande contribuição
Nas descargas infelizes dos inimigos
Os imbecis que encontrei por ai, a torta e a direita
Tudo levou
Tudo foi
Tudo se fez

Neste poucos estados que quis
Ao contrario dos sonhos e dos ideais
Neste chão desigual
Na pedra do choro instalada em minha cama
Neste recanto de solidão
Na conflituosa vida de maus tratos

Hoje no pequeno espaço
Cabe esse grande mundo que sou
Essa vida, como outra vida
Nada muito diferente, mais um dos bilhões
Porém, mais um que está sendo feliz
Até quando, só Deus sabe
Porque, nem eu sei
Cama de cimento, coberta com cerâmica
Morte constante.

Vazios criadores de peso


Viemos todos de lá
Do fundo da madrugada
Obscura

Cheia dos medos
No momento do sono de quase total
Na esquina do mal encontro
Do cheiro da humidade
Espalhado no mar da ênfase em ser triste
No escuro momento,

Todos vãos de retirada para o desejo
Sentindo na pele a vontade de retornoar
Mesmo com as vazias decisões de prosseguir

Variando o momento
Poucas horas para sair com mais felicidade
Tentam alguns, conseguem outros
Necessidade de  criar a massa a ser dispensada
A vacina dos mortais capitalistas
Que levam a vadia vida de muitos
No peso, no peito, na morte da maioria

Vá carregar seus fardo mortos
Deixem florescer a esperança
Descarreguem seu ódio em si

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pesca da alma


Quando os olhos se abrem
Mesmo na  distância do medo
Encontra o simples fato de superação

Tem complexos momentos de vida
Momentos vagos, podem ser completos
Essa didática cansa a alma

Quando ao redor do lago
No meio do barco
Leve o peixe para fora

Não deixe o sol acabar
Fervido precisa ser
Não morra a declaração