quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Assim


Gotas do suor
Transpiração
Lágrimas

Não tem como esconder
Essa vontade de amar
Ser além do que deveria ser
Dizer ao máximo as palavras de conquista

Tentando não transparecer
Mesmo não elevando
Mesmo nunca cedendo
Cedendo a não demostrar

Ah, se por um dia pudesse
Conseguisse
Fosse natural
Simplesmente não dizer

Se fosse fácil.
Não e fácil.
Mesmo tentando
Marcando horas de começar

Ser assim,
Viver assim
Sempre dizer sim

Sofrendo, amando
Cedendo, falando
Expressando
Sendo um “assim“

Ser feliz assim
E seguir
Sendo o que e melhor pra ser
”mesmo que as vezes
Mesmo que quase sempre
Pense em não fazer tudo”

Amar
Declarar
Falar
Expressar
Você “assim” eu “assim”

sábado, 22 de outubro de 2011

Onde ir.


Hoje estive no vaso sanitário
Na maior impressão do mundo
Foi umas daquelas tardes que mais parecem outra vida

Levei tempo para cair na real
Parecia exatamente quem pensava ser
Era totalmente farto de agonia

A pressão estava grande
A aflição batia e martelava a alma sem massa pra sentir dor
Martelava, batia, amassava, mesmo sem massa, sem corpo

Machucou profundamente
Meticulosamente, muito planejado
Parecia que os pontos de dor foram estudados

O martelo, batia
E pelo vaso sanitário
Eu ia...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Seco e amor

Hoje nesse restinho
Na chuva do cerrado
Na floresta inversa
Tive um pequeno orgulho

Da cidade natal
Da seca
Das oportunidades
Da felicidade que sempre aqui tive

Cidade seca
Pessoas frias
Colares de orgulho
Peso do céu esplendoroso que tira o fôlego
Céu que lembra o mar

Hoje  no fim do dia
Meu amor me ligou
Aqui já não e tão seco
É um sonho

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como nossos pais...

Corruptos nos somos
Todos nos, a nação
Que se entrega, se joga com força
Desce na garrafa, dança o creu e comemora

Miseráveis que somos
Colocamos no dinheiro nosso maior bem

Enquanto tiro do câncer o alimento
Desço goela a baixo do que nas calcas faz
Tiro sua simples proteção
Degrado os sentidos

Pela manhã o açúcar falta
À noite, o miserável medo do osso se desfaz
Levo assim, penso assim, junto comigo, todos nos
Miseráveis, filhos dos hipócritas

Como pensar em si,
Meu carro importado à custa do seu enterro
Seu jatinho em cima do cadáver da mãe, do pai, do irmão, do primo
Esse e o orgulho que carregamos

Enquanto no Ceub vou, no Pier sou melhor
Calco nos pés o sangue, a miséria
O desrespeito, a indignidade

Tirando o direito de ser feliz
Dos milhares, infelizes do meu povo
Tiro com prazer, pelo meu prazer
Confundo assim, minha voz, que não e minha
Digo quem não sou

Assim nos identificamos
Com nos mesmos, comportamentos indiscretos
Veemência , veemência
Passe, filho da puta
Passe, pois a puta que você tirou a vida
Essa mesmo amanha será sua filha

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dia de cair na real

Hoje e um daqueles dias
Que o coração arde de sentimento
Olha a realidade, reflete e enxerga
Os problemas, a vida, a paz

Esse caminho conturbado de desilusões e estragos
Nesse caminho e leito de dor
Onde sempre esta, e o destino
Não se pode retornar, não existem alternativas

Esse e um daqueles dias
Que abri a janela e olhei dentro do quarto
Olhei no espelho e vi ao redor.

sábado, 8 de outubro de 2011

Deixando e levando


Ontem a tarde naquele asfalto
Deixei um pedaço
Recolhi de mim o que não queria ter deixado
Porém ingratamente fique sabendo da recompensa

Sendo assim, lá se vai outro tanto
Deixando outro bocado de nada, no meio da serra
Conquistando assim, a virtude em ajudar

Nesse sistema de recompensa
De trocas, conquistas e economias
Prefiro assim, seguir sem deixar o resto para trás
Carregando todo o pouco, e em muito levando

Pouco ou muito, carrego, levo, não deixo para trás
Peso, peso, peso

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desabafo

Hoje resolvi fazer um desabafo
Sincero, portanto irreversível
Aqueles que o coração esta em um estado
Não muda para outro
Continua sempre pela estrada de areia rumo ao raro espelho

Desses tempos para o agora, fui andando
Pelas vertentes do inusitado
Do complexo

Então hoje, quero dizer para o sol
Sim para você mesmo, constante quase sempre vejo
Reflito no seu conclusivo estado de alegria eterna

“tenho que dizer que estou aqui, aflito
Medo de olhar para a lua
Medo do escuro, da tristeza que existia
Na verdade não tenho tanto apreço por você
Infelizmente, sigo me protegendo dos seus raios
Controlo sua visita para mais tarde,
Deixo meu ser na reserva para mais alem de hoje
Por que? Sol não me pergunte, na verdade eu não sei
Mas saiba disso tudo, evite não me buscar”
10 segundos depois (orgulhoso de ser metamorfose ambulante)
“sol eu te amo, te quero, venha me encontrar
Na verdade o medo esta em saber que mesmo de óculos escuros
Com protetor solar, você esta como meu guia de caminhos e descaminhos”

Pronto desabafei.