terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dia de cair na real

Hoje e um daqueles dias
Que o coração arde de sentimento
Olha a realidade, reflete e enxerga
Os problemas, a vida, a paz

Esse caminho conturbado de desilusões e estragos
Nesse caminho e leito de dor
Onde sempre esta, e o destino
Não se pode retornar, não existem alternativas

Esse e um daqueles dias
Que abri a janela e olhei dentro do quarto
Olhei no espelho e vi ao redor.

sábado, 8 de outubro de 2011

Deixando e levando


Ontem a tarde naquele asfalto
Deixei um pedaço
Recolhi de mim o que não queria ter deixado
Porém ingratamente fique sabendo da recompensa

Sendo assim, lá se vai outro tanto
Deixando outro bocado de nada, no meio da serra
Conquistando assim, a virtude em ajudar

Nesse sistema de recompensa
De trocas, conquistas e economias
Prefiro assim, seguir sem deixar o resto para trás
Carregando todo o pouco, e em muito levando

Pouco ou muito, carrego, levo, não deixo para trás
Peso, peso, peso

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desabafo

Hoje resolvi fazer um desabafo
Sincero, portanto irreversível
Aqueles que o coração esta em um estado
Não muda para outro
Continua sempre pela estrada de areia rumo ao raro espelho

Desses tempos para o agora, fui andando
Pelas vertentes do inusitado
Do complexo

Então hoje, quero dizer para o sol
Sim para você mesmo, constante quase sempre vejo
Reflito no seu conclusivo estado de alegria eterna

“tenho que dizer que estou aqui, aflito
Medo de olhar para a lua
Medo do escuro, da tristeza que existia
Na verdade não tenho tanto apreço por você
Infelizmente, sigo me protegendo dos seus raios
Controlo sua visita para mais tarde,
Deixo meu ser na reserva para mais alem de hoje
Por que? Sol não me pergunte, na verdade eu não sei
Mas saiba disso tudo, evite não me buscar”
10 segundos depois (orgulhoso de ser metamorfose ambulante)
“sol eu te amo, te quero, venha me encontrar
Na verdade o medo esta em saber que mesmo de óculos escuros
Com protetor solar, você esta como meu guia de caminhos e descaminhos”

Pronto desabafei.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Caminho

Vou assim roubando pedaços
Deixando coisas ao redor das minhas pegadas
Relacionando o ontem, onde o hoje seria melhor

Perco em um olhar a inocência
Travo brigas com seus mesquinhos sentidos
Vou assim ,refazendo os pedaços

Deixando tantos outros, 
Muitas estrelas, virtudes, amores
Drogas, invejas e mentiras

Caminho mesmo sabendo que serei feliz
Relutando pelas inspirações
que um dia deixarei a cegueira

Perfurando a destino
Arrancando questionamentos
E deixando poucas respostas

Seguindo
Voando
Sempre no mesmo lugar

terça-feira, 12 de julho de 2011

Menino cabeçudo


menino estranho
da cabeça grande, nariz estranho, cabeça grande e chata
da bermuda rasgada, das palavras obscenas
menino chato, passou a cerca

ficou preso, no chocolate amargo
cortou-se sem mesmo querer
somete o doce foi buscar
a menino malino

pensou depois de adoçado e amargado
"retalho o papai e mamãe, machuco eles também"
menino de onde pensas assim?
sem camisa não pode responder

menino precisa de camisa para entender
o sentido do retalho de papai e mamãe
diante deles menino teme, os respeita
os ama com um coração grato e apaixonado

depois de amargado e adoçado encontrou a vovó
a vovó destrambelhada que sempre andava pelas bandas
lá pelos currais dos inevitáveis e doces amigos
no roteiro de quem não tinha caminho para onde ir

vovó não o denunciava mas o amava
ele a amava, mas vovó viu amargo e doce no menino cabeçudo
vovó olhou e lambeu um pouco do doce
com seu chalé de palha tentou desamargar o menino

todos amados do menino malino
mamãe, papai e vovó
mas vovó lambe o doce, retira o amargo
vovó vive lá no caminho dos sem destino

isso pesa na cabeça chata do menino do nariz grande
porém ele e feliz, mamãe e papai amam
vovó ama e compreende sempre
acompanha o doce, ajuda no amargo assim como papai
como mamãe também, mas vovó esta no caminho
dos sem caminho

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Poste da avó

Vou publicar ali no poste
Com uma flecha no olho
Os fatores determinantes do tédio

Chefia de mortos vivos

Prefiro não publicar na escada
E preciso descer de elevador
Suportando a dor
Da decisão de permanecer

Vamos destruir os postes da carroceria
Cavalo amigo, forçado
Convidamos você
Mesmo sem flecha no olho
Esse argueiro pode ter mais força junto ao poste

Luz cobrada dos todos viventes e cidadões
Parafernália que nos mantém andando na noite
Poste que reflete essa conjunção
Desconjunta meus tornozelos

Encontro às 19 horas, em frente a casa da avó
Doces, balas é pudim de graça

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Construção do sonho

A evolução dos sentidos
Na complexidade do dia de poucos
No inferninho armado pela realidade

No buraco faceado pela tristeza
Na realeza que posso ainda buscar
Nessa angústia constante

Parece masoquismo
E a realidade
Destes sofredores pela aparência
Mesmo que sem verdade nenhuma
Poucas palavras

Segue assim
Morre assim
Todos os dias a realidade